EVANDRO MATTÉ

(Regente)

Seu primeiro contato com a música foi aos 7 anos de idade na Banda Marcial do colégio em que estudava, em Caxias do Sul, RS, tocando trompete. Aos 15, já integrava a Orquestra Sinfônica de Caxias do Sul. Dois anos depois, começou a estudar na Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA). Aos 19 anos, assumiu a cadeira de trompetista, que ocupa até hoje, na OSPA.

 

Depois de se graduar em Música pela Universidade Federal do Rio Grande Do Sul (UFGRS), fez especializações na University of Georgia (EUA) e no Conservatoire de Bordeaux (França).

 

Atraído pela regência, passou a atuar como maestro em festivais, participando de vários masterclasses, inclusive com o aclamado maestro Kurt Masur.

 

Em 2007, assumiu a Orquestra Unisinos Anchieta como maestro e diretor artístico, coordenando também o projeto social Vida Com Arte, que atende 250 crianças e jovens alunos de escolas públicas, que recebem aulas de instrumentos, classes de cidadania, atendimento psicológico e acompanhamento de assistentes sociais. Com esta orquestra, executou repertório diversificado, abrangendo concertos de música erudita, popular, jazz e óperas e levou pelo interior do Estado a série Concertos Didáticos, sendo também responsável pelos aclamados Concertos Comunitários Zaffari, mesclando música erudita com popular e trazendo nomes famosos como Jair Rodrigues, Fafá de Belém, Bibi Ferreira, Kleiton & Kledir, entre outros.

 

Atuou como docente na graduação em Gestão Cultural na Unisinos e foi coordenador do Curso de Especialização em Gestão Cultural da universidade. Além da formação em projetos de Leis de Incentivo à Cultura e Gestão Pública, é pós-graduado em Gestão Empresarial.

 

Foi diretor musical e maestro do CD Orquestra Unisinos Anchieta, com obras de Astor Piazzolla, Carlos Gomes e Edward Elgar.

 

Permaneceu à frente desta Orquestra até 2019.

 

Em 2016, sob a batuta de Matté, a OSPA, depois de 14 anos, voltou a apresentar óperas do repertório tradicional em versão encenada, tendo Don Pasquale, de Donizetti, como título escolhido, mas os músicos tiveram de dividir o palco com os cantores, já que o fosso do Theatro São Pedro continha uma divisória que reduzia seu espaço. Em Don Giovanni, de Mozart, em 2017, a parede foi retirada, e o problema, resolvido.

 

Devido a contratempos jurídicos, solucionados por intervenção do maestro, só depois de 21 anos a OSPA pôde contar com seu piano Steinway de cauda comprado em 1997, do célebre modelo D, considerado um dos melhores do mundo.

 

Matté foi o responsável também por obter a tão sonhada sala de concertos para a Sinfônica, sala esta batizada com o nome Casa da Música da OSPA e inaugurada em 2018, sendo a primeira sede própria da orquestra em 68 anos. Junto ao Governo do Estado do RS, obteve autorização para ocupar um espaço de 2.500 m² no Centro Administrativo Fernando Ferrari, com capacidade para 1.100 espectadores, cedido por um prazo de 30 anos.

O espaço, que originalmente foi projetado para ser um auditório, passou por uma série de adaptações para melhorar a acústica e atingir um padrão de sala sinfônica. Sob a consultoria do renomado engenheiro acústico Marcos Abreu, para corrigir as deficiências acústicas, foram instalados painéis difusores no fundo do palco, no teto e nas laterais, abaixo dos mezaninos.

 

Desde 2011, Matté é diretor artístico do Festival Internacional Sesc de Música, que é realizado anualmente em Pelotas, e que se transformou num dos maiores eventos de música de concerto da América Latina.

Agora em sua 9ª edição, o festival contou com o interesse de mais de 1.000 alunos vindos de diversos países da América Latina e estados brasileiros para disputar em torno de 350 vagas, e um quadro de gabaritados professores oriundos do Brasil e de países como Colômbia, Estados Unidos, China, Argentina, Itália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Alemanha, Uruguai, Bielorússia, França, Turquia, Rússia e Japão.

 

Em 2018, assumiu o cargo de diretor artístico da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro (OCTSP).

 

No repertório vocal, Matté realizou diversas Cortinas e Galas Líricas com as orquestras dirigidas por ele no Estado, além de missas, oratórios e óperas, entre elas, Don Pasquale, Rita e Il Campanello, de Donizetti; Don Giovanni, Bastien und Bastiènne e A Flauta Mágica, de Mozart; Viúva Alegre, de Lehár; Il Maestro di Musica, de Pergolesi; e Il Maestro di Capela, de Cimarosa.

 

Por todas suas realizações e versatilidade, Matté se destaca como um maestro-gestor moderno ao exemplo de grandes nomes mundiais da atualidade, como Simon Rattle e outros.

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